Níveis de Autismo e características

Ao longo dos anos houve várias mudanças a respeito ao autismo. Atualmente, ele é chamado pela psiquiatria de Transtorno do Espectro Autista (TEA). Quer conhecer mais? Confira nosso texto!

Autismo é doença?

Apesar do nome, não é considerado doença, pois não existe cura. Muitos pesquisadores acreditam que trata-se de uma deficiência do desenvolvimento da linguagem, outros, como na área da psicanálise acreditam na hipótese de uma forma de estrutura mental singular.

Ou seja, uma maneira diferente da pessoa entender os processos da língua e de estar no mundo. Apesar disso, não exclui o(a) sujeito(a), o direito ao tratamento e qualidade de vida adequados para poder viver em sociedade.

As principais dificuldades encontram-se na maneira de experienciar o mundo e o embaraço no campo da língua, por consequência isso afeta o âmbito das relações pessoais e de entender os discursos implícitos, metáforas, emoções e afetos presentes nas relações sociais. No autismo, a pessoa parece que separa a linguagem do corpo, por isso existe uma grande obstáculo de entender os códigos sociais por completo e os mal entendidos próprios da linguagem.

Por ser considerado um espectro, isto é há diferentes níveis e graus, ou seja, o comprometimento global do funcionamento pode sofrer variações.

Quais são as principais características do espectro?

Como foi explicitado acima, a  principal dificuldade encontra-se no campo da linguagem, por consequência há uma tendência ao isolamento, mutismo e um sacrifício ao expor as emoções.

Segundo o DSM 05(Manual Diagnóstico Estatístico de Transtornos Mentais), para fazer o diagnóstico são necessários preencher os seguintes critérios:

  • Déficit na interação e comunicação social em vários contextos, por exemplo: manter conversas, problemas em expressar e entender afetos, emoções, sentimentos e comportamento não verbal, bem como, se ajustar aos diferentes contextos;
  • Repetição em modelos de interesse, comportamento, ocupação e execução como: grande dificuldade em mudar de rotina, comportamento estereotipado e repetido, assim como interesses fixos e restritos e;
  • Hiporreatividade ou hiperatividade a estímulos sensoriais, ou seja existe problema em controlar a entrada de percepções auditiva, olfativa, visual e tátil.

Em relação aos níveis, o DSM divide em três:

  • Nível 1: necessita de suporte. São pessoas que conseguem fazer suas atividades cotidianas, mas necessitam de suporte e acompanhamento para outras.
  • Nível 2: necessidade de suporte substancial. Nesses casos, o sujeito demanda de maior acompanhamento, pois há maiores dificuldades na interação social e atividades diárias. É preciso a avaliação de profissionais de saúde para analisar esta situação.
  • Nível 03: Maior necessidade de suporte substancial: A pessoa carece de maior acompanhamento e há mais prejuízo na linguagem, interação social, no cotidiano e na sensibilidade aos estímulos, pode ocorrer também  deficiência intelectual, interferindo grandemente na sua autonomia.

Fontes:

Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5 / [American Psychiatric Association ; tradução: Maria Inês Corrêa Nascimento … et al.] ; revisão técnica: Aristides Volpato Cordioli … [et al.]. – 5. ed. – Porto Alegre : Artmed, 2014.

CASTRO, Bartyra Ribeiro de. Autismo: Uma Quarta Estrutura Psíquica?,Youtube.08 jun.2022.Disponível em:https://www.youtube.com/watch?v=ELLJ25olAUs

Atualizado em: 02/08/2022 na categoria: Transtornos